É forte, mas eu vou dizer: o Brasil não precisa ser refém nem de Lula nem de Flávio.
O Brasil precisa, primeiro, de uma reforma política e no judiciário.
Historicamente, o Brasil é sim um país com a população muito pobre, por isso programas de distribuição de renda são importantes e a gente pode defender isso sem ser de esquerda.
A gente pode querer um país que investe nas pessoas, que ajuda os pobres; que investe pesado na educação e na primeira infãncia; em cursos técnicos, em universidades, sem ser de lado A ou B.
Ao mesmo tempo, a gente também pode desejar que um pai de família tenha condições de proteger a sua casa com o que for necessário, a exemplo de uma arma, sem que seja carimbado como de extrema direita.
A gente pode querer, por exemplo, discutir a redução da maioridade penal; penas mais duras para estupradores; combate ao crime organizado com a mesma audácia dos bandidos, etc., sem ouvir de alguém que bandido é vítima da sociedade.
Também podemos cobrar uma reforma séria no judiciário, com o fim da indicação política, mandato para os cargos de ministros, idade mínima maior que 35 anos. Ministro do STF não pode ser, por exemplo, ministro do TSE; questões sobre o peso das decisões monocráticas e por ai vai…
É possível concordar com pautas defendidas pela esquerda e, ao mesmo tempo, reconhecer propostas importantes da direita, sem necessariamente estar preso a qualquer um desses campos ideológicos.
Ser realmente sensato com o que o país precisa sem extremismo é o maior desafio hoje de quem está ou estiver daqui pra frente no poder. A sociedade precisa cobrar esse equilíbrio.
Caíque Silva








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